O nosso herói é lusoteutodescendente, nasceu en Curitiba-PR no dia 5 de outubro de 1933, filho de Ivo (Keinert) Requião e Érica (Braun) Requião. Viveu toda a infância e adolescência no Rio de Janeiro, bairro de Copacabana e adjacentes, daí seu fascínio pelo mar e tudo o que a ele se refere. Terminou o curso primário no Colégio Mello e Souza, o ginasial no Pedro II (exames - art. 91), o científico no Colégio Guanabara e graduou-se Psicólogo Industrial na PUC-RJ, turma de 1962.
Começou a trabalhar muito cedo, ensaiou vários caminhos, somente depois de formado dedidicou-se integralmente ao ensino (é professor titular de Psicologia Industrial/Organizacional) e ao exercícoio de sua profissão. Prestou serviços em organizações de médio e grande porte, na condição de assistente, assessor,consultor, professor, perito ou gerente. Destaca de sua vivência profissional quatro missões no exterior, contratado pela OIT e pela ONUDI: participação no desenho e execução de projetos de assistência e cooperação técnica visando, primordialmente, a qualificação e o desenvolvimento de recursos humanos no Equador, Panamá, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
Muito cedo despertou para a leitura e os livros, recebeu forte influência e estímulo de sua mãe e de seu avô materno. Escrever também faz parte de seus hábitos diários. Tem preferência por contos ("short stories"), arrisca artigos, crônicas, versos e frases, quase sempre em tons provocativos. A música está presente em sua vida, como elemento essencial e indispensável, em momentos muito especiais a lírica é a fonte de todo o seu encantamento.
Dispensa a religião mas respeita as pessoas e suas convicções, independente das opções religiosas de cada um. Costuma, no entanto, ser cáustico com as instituições -- tupiniquins e multinacionais -- que exploram a crendice dos menos esclarecidos, a fragilidade dos aflitos, destróem culturas nativas e criminosamente enriquecem seus gestores/líderes espitiruais e apaniguados. Abomina os sanguinários cultos que sacrificam animais.
Cumpriu o serviço militar na Aeronáutica, Base Aérea de Cumbica e depois o Quartel General da Quarta Zona Aérea. S2 QIG FI 53 40 01 092 Requião Cia. de Polícia Militar. Nesse período e como soldado raso sofreu todos os embaraços imagináveis, tanto no recrutamento como nos serviços de guarda e nas patrulhas, não aprendeu a mandar, muito menos a obedecer. Gravou em sua experiência de vida o sentido do companheirismo, da solidariedade, respeito aos símbolos nacionais e o que significa a segurança do país em tempos de paz e de conflitos. Valeu.
Envolveu-se em campanhas eleitorais e manifestações políticas ainda menino, mas só teve a correta e clara percepção dos movimentos ideológicos quando ingressou na universidade. Foi eleito suas vezes representante de turma, elegeu-se vice-presidente do Centro Acadêmico dos alunos do Departamento de Psicologia, desativado em abril de 1964. Hoje faz parte dos perplexos e indignados com a conduta dos políticos em quem acreditaram e ajudaram a eleger, das chamadas esquerdas, que assumiram o poder e em nome do pragmatismo -- leia fisiologismo, cooptação, alienação dos aspectos éticos, .......-- têm a desfaçatez de ignorar a memória de figuras notáveis como Caio Prado Jr., Osny Duarte Pereira, Nelson Werneck Sodré, Florestan Fernandes, Octavio Ianni e tantos outros que se desdobraram e se expuseram para, direta ou indiretamente, forjar ideologicamente o PT, além dos que no curso recente de nossa história derramaram o seu sangue para a redemocratização do país.
Torcedor do Botafogo, treinou natação na piscina do Mourisco, em sua transição para a adolescência; atletismo no Clube Pinheiros e boxe no Atlas Clube (José Lopes), quando morou em São Paulo. Beque central -- muito ruim -- do Copajunior Praia Clube, por indiscplina e insonstância jamais conseguiu tornar-se atleta competitivo. No mar aberto, enfrentando ressacas e salvando vítimas de afogamento, encontrou a sua praia e passou os "anos dourados" de sua vida. Tem paixão por veleiros e motocicletas, seu avô Braun foi um dos pioneiros do motociclismo no Paraná, década de 20; são raros os primos do lado alemão que não tiveram uma.
O nosso herói casou-se duas vezes, tem dois filhos do primeiro casamento e três netos. Vive há quase 8 anos no interior da Fazenda Itaúna -- distrito rural da cidade de Itu-SP -, na companhia de quatro cachorros, livros e cd's. Sonha um dia voltar para o Estado do Rio mas neste momento não troca a qualidade de sua vida pelas delícias da vida urbana, de qualquer megalópolis. É só, por enquanto. cf-requiao@bol. com.br
Itu, 22 de novembro de 2008
sábado, 22 de novembro de 2008
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2 comentários:
Que surpresa! achamos mesmo tudo nessa internet!!!
saudades de você, Felipe! Falo por mim e pelas crianças!
Espero que esteja bem, e, quando vier ao Rio, venha nos ver!
Grande beijo!
Fabiana Requião (ainda...)
Olá!!! Quanta felicidade em cada momento vivido! Aniversário foi show! Já estamos com saudades!!! Estaremos postando as fotos. Bjs
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