sábado, 22 de novembro de 2008

Carlos Felipe Requião - "flash" biográfico

O nosso herói é lusoteutodescendente, nasceu en Curitiba-PR no dia 5 de outubro de 1933, filho de Ivo (Keinert) Requião e Érica (Braun) Requião. Viveu toda a infância e adolescência no Rio de Janeiro, bairro de Copacabana e adjacentes, daí seu fascínio pelo mar e tudo o que a ele se refere. Terminou o curso primário no Colégio Mello e Souza, o ginasial no Pedro II (exames - art. 91), o científico no Colégio Guanabara e graduou-se Psicólogo Industrial na PUC-RJ, turma de 1962.
Começou a trabalhar muito cedo, ensaiou vários caminhos, somente depois de formado dedidicou-se integralmente ao ensino (é professor titular de Psicologia Industrial/Organizacional) e ao exercícoio de sua profissão. Prestou serviços em organizações de médio e grande porte, na condição de assistente, assessor,consultor, professor, perito ou gerente. Destaca de sua vivência profissional quatro missões no exterior, contratado pela OIT e pela ONUDI: participação no desenho e execução de projetos de assistência e cooperação técnica visando, primordialmente, a qualificação e o desenvolvimento de recursos humanos no Equador, Panamá, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
Muito cedo despertou para a leitura e os livros, recebeu forte influência e estímulo de sua mãe e de seu avô materno. Escrever também faz parte de seus hábitos diários. Tem preferência por contos ("short stories"), arrisca artigos, crônicas, versos e frases, quase sempre em tons provocativos. A música está presente em sua vida, como elemento essencial e indispensável, em momentos muito especiais a lírica é a fonte de todo o seu encantamento.
Dispensa a religião mas respeita as pessoas e suas convicções, independente das opções religiosas de cada um. Costuma, no entanto, ser cáustico com as instituições -- tupiniquins e multinacionais -- que exploram a crendice dos menos esclarecidos, a fragilidade dos aflitos, destróem culturas nativas e criminosamente enriquecem seus gestores/líderes espitiruais e apaniguados. Abomina os sanguinários cultos que sacrificam animais.
Cumpriu o serviço militar na Aeronáutica, Base Aérea de Cumbica e depois o Quartel General da Quarta Zona Aérea. S2 QIG FI 53 40 01 092 Requião Cia. de Polícia Militar. Nesse período e como soldado raso sofreu todos os embaraços imagináveis, tanto no recrutamento como nos serviços de guarda e nas patrulhas, não aprendeu a mandar, muito menos a obedecer. Gravou em sua experiência de vida o sentido do companheirismo, da solidariedade, respeito aos símbolos nacionais e o que significa a segurança do país em tempos de paz e de conflitos. Valeu.
Envolveu-se em campanhas eleitorais e manifestações políticas ainda menino, mas só teve a correta e clara percepção dos movimentos ideológicos quando ingressou na universidade. Foi eleito suas vezes representante de turma, elegeu-se vice-presidente do Centro Acadêmico dos alunos do Departamento de Psicologia, desativado em abril de 1964. Hoje faz parte dos perplexos e indignados com a conduta dos políticos em quem acreditaram e ajudaram a eleger, das chamadas esquerdas, que assumiram o poder e em nome do pragmatismo -- leia fisiologismo, cooptação, alienação dos aspectos éticos, .......-- têm a desfaçatez de ignorar a memória de figuras notáveis como Caio Prado Jr., Osny Duarte Pereira, Nelson Werneck Sodré, Florestan Fernandes, Octavio Ianni e tantos outros que se desdobraram e se expuseram para, direta ou indiretamente, forjar ideologicamente o PT, além dos que no curso recente de nossa história derramaram o seu sangue para a redemocratização do país.
Torcedor do Botafogo, treinou natação na piscina do Mourisco, em sua transição para a adolescência; atletismo no Clube Pinheiros e boxe no Atlas Clube (José Lopes), quando morou em São Paulo. Beque central -- muito ruim -- do Copajunior Praia Clube, por indiscplina e insonstância jamais conseguiu tornar-se atleta competitivo. No mar aberto, enfrentando ressacas e salvando vítimas de afogamento, encontrou a sua praia e passou os "anos dourados" de sua vida. Tem paixão por veleiros e motocicletas, seu avô Braun foi um dos pioneiros do motociclismo no Paraná, década de 20; são raros os primos do lado alemão que não tiveram uma.
O nosso herói casou-se duas vezes, tem dois filhos do primeiro casamento e três netos. Vive há quase 8 anos no interior da Fazenda Itaúna -- distrito rural da cidade de Itu-SP -, na companhia de quatro cachorros, livros e cd's. Sonha um dia voltar para o Estado do Rio mas neste momento não troca a qualidade de sua vida pelas delícias da vida urbana, de qualquer megalópolis. É só, por enquanto. cf-requiao@bol. com.br

Itu, 22 de novembro de 2008

2 comentários:

Fabi disse...

Que surpresa! achamos mesmo tudo nessa internet!!!
saudades de você, Felipe! Falo por mim e pelas crianças!
Espero que esteja bem, e, quando vier ao Rio, venha nos ver!
Grande beijo!
Fabiana Requião (ainda...)

Rodrigão e Ana disse...

Olá!!! Quanta felicidade em cada momento vivido! Aniversário foi show! Já estamos com saudades!!! Estaremos postando as fotos. Bjs